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Original Article
Manejo ativo versus expectante para ruptura prematura de membranas entre 34 e 36 semanas de gestação e os resultados perinatais adversos associados
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2020;42(11):717-725
21/12/2020
Resumo
Original ArticleManejo ativo versus expectante para ruptura prematura de membranas entre 34 e 36 semanas de gestação e os resultados perinatais adversos associados
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2020;42(11):717-725
21/12/2020Visualizações74Resumo
Objetivo:
Comparar o tipo de manejo (ativo versus expectante) para ruptura prematura de membranas (PPROM, na sigla em inglês) entre 34 e 36 semanas e 6 dias de gestação e os resultados perinatais adversos relacionados, em 2 hospitais terciários do sudeste brasileiro.
Métodos:
No presente estudo de coorte retrospectivo, os dados foram obtidos através da revisão dos prontuários de gestantes internadas em dois centros terciários com protocolos diferentes para o seguimento da PPROM. As gestantes foram divididas em dois grupos com base no manejo da PPROM: grupo I (ativo) e grupo II (expectante). Para análise estatística, foram utilizados o teste t de Student, qui-quadrado e regressão logística binária.
Resultados:
Das 118 gestantes incluídas, 78 foram submetidas a tratamento ativo (grupo I) e 40 a seguimento expectante (grupo II). Comparado ao grupo II, o grupo I apresentou índice de líquido amniótico médio significativamente menor (5,5 versus 11,3 cm, p = 0,002), reação em cadeia da polimerase na admissão (1,5 versus 5,2 mg/dl, p = 0,002), tempo de antibióticos profiláticos (5,4 versus 18,4 horas, p < 0,001), tempo de latência (20,9 versus 33,6 horas, p = 0,001) e idade gestacional no parto (36,5 versus 37,2 semanas, p = 0,025). Não houve associações significativas entre os grupos e a presença de resultados perinatais adversos. A idade gestacional no diagnóstico foi o único preditor significativo de desfecho composto adverso (x2 [1] = 3,1, p = 0,0001, R2 Nagelkerke = 0,138).
Conclusão:
Não houve associação entre manejo ativo e expectante em gestantes com PPROM entre 34 e 36 semanas e 6 dias de gestação e resultados perinatais adversos.
Palavras-chave: Morbidade maternaMorbidade neonatalprofilaxia antibióticaRuptura prematura de membranasVer mais -
Original Article
Incidência de bacteriúria após estudo urodinâmico com ou sem profilaxia antibiótica em mulheres com incontinência urinária
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2017;39(10):534-540
01/10/2017
Resumo
Original ArticleIncidência de bacteriúria após estudo urodinâmico com ou sem profilaxia antibiótica em mulheres com incontinência urinária
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2017;39(10):534-540
01/10/2017Visualizações49Ver maisResumo
Introdução
A presença de bactéria na urina é denominada bacteriúria, que pode ser sintomática ou assintomática. A manipulação do trato urinário pelo estudo urodinâmico (EUD), que é um procedimento invasivo, pode resultar em infecção do trato urinário (ITU). Os estudos sobre o uso de profilaxia antibiótica para EUD são contraditórios. Alguns investigadores concluíram que era necessário e outros não. O objetivo deste estudo é avaliar a eficácia da antibióticoprofilaxia antes da realização do EUD. Trata-se de um estudo randomizado duplo-cego.
Métodos
Duzentas e dezessete mulheres comqueixa de incontinência urinária foram recrutadas para este estudo. Todas as pacientes apresentaram urocultura negativa antes do EUD. As pacientes foram randomizadas em quatro grupos: o grupo A recebeu placebo, o grupo B recebeu 500 mg de levofloxacina, o grupo C recebeu 80 mg de trimetoprim e 400 mg de sulfametoxazol e o grupo D recebeu 100 mg de nitrofurantoína. Uma urocultura foi realizada 14 dias após o EUD.
Resultados
Observamos bacteriúria assintomática após o EUD em cinco pacientes do grupo A, uma no grupo B, uma no grupo C e uma no grupo D. Apenas uma paciente do grupo A apresentou bacteriúria sintomática. Não observamos diferença estatística entre os grupos. Quando recategorizamos as pacientes em dois grupos, a incidência de bacteriúria foi significativamentemaior no grupo placebo emcomparação como grupo antibiótico.
Conclusão
A conclusão deste estudo é que a antibióticoprofilaxia antes do EUD não reduz a incidência de ITU nesse grupo de mulheres.