Resumo
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2019;41(2):84-89
01/02/2019
Comparar doses baixas de petidina com dipirona na analgesia de parto.
Em um estudo prospectivo randomizado realizado pela Universidade de Fortaleza, Ceará, Brasil, entre maio e dezembro de 2016, 200 parturientes a termo, com contrações uterinas muito dolorosas e apresentando dilatação do colo uterino ≥ 5 cm, foram selecionadas para receber dose única intravenosa de 0,25 mg/kg de petidina (n = 100) ou 25 mg/kg de dipirona (n = 100). A dor foi avaliada pela escala visual analógica. Os dados foram analisados por meio dos testes t de Student, qui-quadrado e razão de verossimilhança.
Houve melhora significativa da dor em 35% das parturientes. Ambas as drogas apresentaram efeito analgésico semelhante 1 hora após a intervenção (p = 0.692). Inexistiu efeito analgésico durante a avaliação da segunda hora após a intervenção com a petidina ou com a dipirona. Não houve efeitos adversos, como sonolência, náuseas ou vômitos maternos, relacionados aos medicamentos utilizados.
A petidina em doses baixas e a dipirona apresentaram analgesia equivalente durante o trabalho de parto. Registro público de testes clínicos.
Resumo
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2015;37(10):446-454
01/10/2015
DOI 10.1590/SO100-720320150005264
Implantar um novo modelo de cuidado ao parto e reduzir o percentual de cesarianas entre as gestantes da UNIMED Jaboticabal.
Estudo descritivo desenvolvido em uma instituição do interior paulista, que teve início em 2012 e propôs o redesenho do modelo de cuidado ao parto com a revisão de todo o processo assistencial por meio da Ciência da Melhoria Contínua. Para medir os resultados das mudanças, foram selecionados nove indicadores e suas respectivas metas.
O indicador de partos vaginais atingiu a meta de 40%, após sete meses do início da intervenção. Este indicador entre as gestantes do SUS atingiu 66%. A taxa de mortalidade perinatal decresceu 25% comparando-se 2012 a 2014 e a taxa de prematuridade foi de 3/100 nascidos vivos em 2014. O percentual de gestantes da UNIMED com 6 ou mais consultas de pré-natal atingiu 95%. Em relação aos custos hospitalares per capita referentes à assistência ao parto, notou-se um decréscimo de 27%, quando comparados os anos de 2012 e 2013. Tal queda não se sustentou e o custo hospitalar per capita, em 2014, retornou aos mesmos patamares de 2012. A remuneração dos obstetras registrou um acréscimo de 72%, se comparados os anos de 2012, 2013 e 2014. Houve queda de 61% dos custos com a unidade de terapia intensiva (UTI) neonatal, comparando os anos de 2012 e 2013. A taxa de admissão em UTI neonatal acompanhou a redução dos custos e foi de 55%, se comparados os anos de 2012 a 2014, entre as gestantes da UNIMED. Não houve o alcance da meta de 80% de participação das gestantes nos cursos de preparação para o nascimento. A porcentagem de gestantes satisfeitas e muito satisfeitas com a assistência ao parto atingiu 86%.
Este projeto atingiu seus objetivos, reduzindo o percentual de cesarianas entre as gestantes da UNIMED Jaboticabal, e constituiu-se em um exemplo concreto da realização do triplo objetivo em saúde: melhorar a experiência dos envolvidos e os resultados de saúde de populações e indivíduos e realizar estas duas tarefas com menor custo, eliminando desperdícios assistenciais.