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Original Article
Imobilização, linfedema e obesidade são fatores preditivos no desenvolvimento de capsulite adesiva em pacientes com câncer de mama
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2023;45(10):594-602
11/12/2023
Resumo
Original ArticleImobilização, linfedema e obesidade são fatores preditivos no desenvolvimento de capsulite adesiva em pacientes com câncer de mama
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2023;45(10):594-602
11/12/2023Visualizações68Ver maisResumo
Objetivo
Capsulite adesiva é uma afecção caracterizada por dor e limitação dos movimentos do ombro. O tratamento do câncer de mama está relacionado ao desenvolvimento dessa doença por meio de mecanismos ainda pouco conhecidos. O objetivo do estudo foi identificar os fatores associados ao desenvolvimento de capsulite adesiva em pacientes com câncer de mama.
Métodos
Um estudo caso-controle foi realizado com mulheres em tratamento para câncer de mama em um centro único. A amostra foi consecutiva e não-probabilística. A capsulite adesiva foi pré-definida como dor constante e diminuição da amplitude de movimentos em elevação anterior, rotação externa em 0°/90° abdução e rotação interna em 90° abdução. O grupo caso foi constituído por pacientes com dor e limitação de todos os movimentos do ombro, enquanto o controle por pacientes sem qualquer alteração nesta articulação. Variáveis sociodemográficas e clínicas foram coletadas. Foi realizada uma análise de regressão logística univariada para avaliar a influência das variáveis em relação ao desfecho estudado. Para valores de p< 0,20, realizou-se a análise de regressão logística multivariada. A probabilidade de se rejeitar a hipótese nula foi de 5%.
Resultados
Foram avaliadas 145 mulheres, sendo 39 casos (26,9%) casos e 106 controles (73,1%). Na análise multivariada, as variáveis associadas ao desfecho estudado foram imobilização do ombro (OR = 3,09; 95% IC: 1,33–7,18; p = 0,009), linfedema (OR = 5,09; 95% IC: 1,81–14,35; p = 0,002) e obesidade (OR = 3,91; 95% IC: 1,27–12,01; p = 0,017).
Conclusão
Linfedema, imobilização pós-cirúrgica e obesidade são fatores preditores associados ao desenvolvimento de capsulite adesiva em pacientes com câncer de mama.
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Original Article
A relação entre a densitometria mineral óssea e o índice de adiposidade visceral em mulheres na pós-menopausa
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2023;45(2):082-088
10/07/2023
Resumo
Original ArticleA relação entre a densitometria mineral óssea e o índice de adiposidade visceral em mulheres na pós-menopausa
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2023;45(2):082-088
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Objetivo
O objetivo foi comparar os níveis de índice de adiposidade visceral (IVA) em pacientes com densidade mineral óssea (DMO) normal osteopenia e osteoporose.
Métodos
Cento e vinte mulheres na pós-menopausa (40 com DMO normal 40 com osteopenia e 40 com osteoporose) com idades entre 50 e 70 anos foram incluídas no estudo. Para o sexo feminino o VAI foi calculado pela fórmula (circunferência da cintura [CC]/[36 58 + (1 89 x índice de massa corporal (IMC))]) x (1 52/lipoproteína de alta densidade [HDL]-colesterol [mmol/L]) x (triglicerídeo [TG]/0 81 [mmol/L]).
Resultados
O tempo de menopausa desde o início foi semelhante em todos os grupos. A circunferência da cintura foi maior naqueles com DMO normal do que nos grupos osteopênicos e osteoporóticos (p = 0 018 e p < 0 001 respectivamente) e também foi maior no grupo osteopênico do que no grupo osteoporótico (p = 0 003) . Altura e peso corporal IMC pressão arterial insulina glicose HDL-colesterol e os níveis de avaliação do modelo de homeostase-resistência à insulina (HOMA-IR) foram semelhantes em todos os grupos. Os níveis de triglicerídeos foram maiores no grupo DMO normal em comparação com o grupo osteoporótico (p = 0 005). O nível de VAI foi detectado como maior naquelas com DMO normal em comparação com as mulheres com osteoporose (p = 0 002). Além disso a análise de correlação mostrou uma correlação positiva entre a absorciometria de raios-X de dupla energia (DXA) nas pontuações T da coluna CC VAI e uma correlação negativa entre as pontuações T da coluna DXA e a idade.
Conclusão
Em nosso estudo encontramos níveis mais elevados de VAI naquelas com DMO normal em comparação com mulheres com osteoporose. Consideramos que novos estudos com maior tamanho amostral serão benéficos na elucidação da entidade.
Palavras-chave: absortometria de raio X de dupla energiaDensidade mineral ósseaíndice de adiposidade visceralObesidadeOsteoporose pós-menopausaVer mais -
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A obesidade agrava os sintomas climatéricos em mulheres na pós-menopausa?
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2022;44(6):586-592
15/08/2022
Resumo
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Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2022;44(6):586-592
15/08/2022Visualizações74Ver maisResumo
Objetivo
Verificar se há correlação entre o índice de massa corporal e os sintomas do climatério em mulheres na pós-menopausa.
Métodos
Participaram do estudo 109 mulheres na pós-menopausa, com idade média de 57± 8 anos, índice de massa corporal (IMC) médio de 30± 6kg/m2 e 8± 8 anos após a menopausa. Para a avaliação dos sintomas climatéricos, foram utilizados os questionários específicos para essa população: Índice de Kupperman-Blatt (IKB), Menopause Rating Scale (MRS), e Escala de Cervantes (EC). A análise dos dados foi realizada por meio do teste do chi-quadrado, análise de variância (analysis of variance, ANOVA, em inglês) com o teste post hoc de Bonferroni e regressão linear múltipla. O nível de significância adotado foi p<0,05. Todas as análises estatísticas foram realizadas no programa Statistical Package for the Social Sciences (IBM SPSS Statistics for Windows, IBM Corp., Armonk, NY, Estados Unidos), versão 26.0.
Resultados
A regressão linear múltipla mostrou associação positiva (p < 0,01) entre os valores do IMC e os sintomas do climatério quando ajustados pela idade e pelo tempo após a menopausa nos 3 questionários utilizados (IKB: B = 0,432; CE: B = 304; e MRS: B = 302). Quanto às pontuações dos sintomas, as mulheres com obesidade apresentaram médias maiores (p < 0,05) quando comparadas às mulheres eutróficas (IKB = 28 ± 10 e 20 ± 10; e MRS = 20± 10 e 13 ±7). Na análise pelo chi-quadrado 28% das mulheres obesas apresentaram sintomas graves, e 46%, moderados, ao passo que apenas 1% e 46% das eutrópicas apresentavam esses mesmos sintomas.
Conclusão
Há uma associação entre IMC e sintomas climatéricos, e mulheres com sobrepeso ou obesidade apresentam sintomas mais intensos e moderados do que mulheres eutróficas.
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Diabetes mellitus gestacional e obesidade estão relacionados à hiperglicemia persistente no período pós-parto
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2021;43(2):107-112
19/01/2021
Resumo
Original ArticleDiabetes mellitus gestacional e obesidade estão relacionados à hiperglicemia persistente no período pós-parto
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2021;43(2):107-112
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Objetivo
Avaliar características sociodemográficas e obstétricas de mulheres com diabetes gestacional que mantêm hiperglicemia no período pós-parto (6–12 semanas pós-parto).
Métodos
Este é um estudo longitudinal de coorte com mulheres com diagnóstico de diabetes gestacional e/ou macrossomia fetal entre 1° de março de 2016 a 1° de março de 2017. As mulheres coletaram glicemia de jejum, teste de tolerância a glicose e hemoglobina glicada entre 6 a 12 semanas pós-parto. Os dados foram coletados de prontuários médicos e durante entrevista na primeira consulta de revisão pós-parto. Uma análise estatística foi realizada através do cálculo de frequências, porcentagens, teste do qui-quadrado, teste exato de Fisher, teste de Mann-Whitney e regressão multivariada de Poisson. A significância estatística adotada foi de 5%.
Resultados
Cento e vinte e duas mulheres foram incluídas. A maioria delas tinha menos de 35 anos de idade (70,5%), eram brancas, multíparas, e não tinham história de diabetes gestacional. Treze por cento das participantes desenvolveu hiperglicemia persistente. A análise univariada mostrou que os fatores relacionados com a persistência de hiperglicemia no período pós-natal foram: idade materna acima de 35 anos, sobrepeso, obesidade grau 1 e ganho de peso abaixo de 5 quilos. A análisemultivariada incluiu o diagnóstico no primeiro trimestre como fator de risco para hiperglicemia persistente.
Conclusão
Mulheres acima de 35 anos, obesidade, sobrepeso e diagnóstico de diabetes gestacional no primeiro trimestre estão relacionados com hiperglicemia persistente no período pós-parto.
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Papel dos comportamentos relacionados à saúde no ganho de peso gestacional em mulheres com sobrepeso e obesidade: Um estudo transversal
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2020;42(6):316-324
17/07/2020
Resumo
Original ArticlePapel dos comportamentos relacionados à saúde no ganho de peso gestacional em mulheres com sobrepeso e obesidade: Um estudo transversal
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2020;42(6):316-324
17/07/2020Visualizações87Ver maisResumo
Objetivo
Avaliar a influência de comportamentos relacionados à saúde: ingestão alimentar, atividade física, tempo de sono, tabagismo, estresse, depressão e otimismo no ganho de peso gestacional (GPG) excessivo em mulheres com sobrepeso e obesidade.
Métodos
Estudo transversal no Hospital da Mulher, Universidade de Campinas, Campinas, SP, Brasil, com 386 mulheres no puerpério mediato, ≥ 19 anos, primeira consulta pré-natal até 14 semanas e cuja gestação resultou em neonato vivo. Os comportamentos relacionados à saúde foram autorreferidos. História psicossocial foi avaliada usando: Escala de Depressão Pós-Parto de Edimburgo (EPDS, na sigla em inglês), Escala de Estresse Percebido (PSS, na sigla em inglês) e Teste de Orientação à Vida-Revisado (LOT-R, na sigla em inglês). Dados sociodemográficos, obstétricos, antropométricos e neonatais foram obtidos dos prontuários médicos. Realizou-se análises descritivas e regressão logística.
Resultados
A prevalência de sobrepeso e obesidade foi de 29,27% e de 24,61%, respectivamente. Ganho de peso gestacional excessivo foi observado em 47,79% das mulheres com sobrepeso e em 45,26% das mulheres com obesidade. O consumo inadequado de verduras e feijão (razão de probabilidade [OR] = 2,95; índice de confiança [IC] 95%: 1,35-6,46 e OR = 1,91; IC95%: 1,01-3,63, respectivamente) e estresse (OR = 1,63; IC95%: 1,01-2,64) foram associados ao GPG excessivo em mulheres com sobrepeso e obesidade. Análises ajustadas para idade materna, multiparidade, duração do sono, tabagismo e ingestão de álcool mostraram que o estresse (PSS ≥ 20) associou-se ao GPG excessivo em mulheres com sobrepeso e obesidade (OR = 1.75; 95%CI: 1.03-2.96).
Conclusão
Entre mulheres com sobrepeso e obesidade, o estresse foi a principal variável associada ao GPG excessivo. O consumo inadequado de verduras e feijão também se associou com o GPG excessivo.
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Autocuidado e atenção à saúde em puérperas com obesidade: Um estudo qualitativo
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2020;42(1):19-25
27/03/2020
Resumo
Original ArticleAutocuidado e atenção à saúde em puérperas com obesidade: Um estudo qualitativo
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2020;42(1):19-25
27/03/2020Visualizações59Ver maisResumo
Objetivo
Explorar as vivências de mulheres com obesidade sobre o autocuidado e os cuidados recebidos da família e da equipe de saúde após o parto.
Métodos
Estudo clínico-qualitativo realizado no Ambulatório de Revisão Puerperal do Hospital da Mulher da Universidade Estadual de Campinas, Brasil. A amostra foi selecionada de acordo com os critérios de saturação, com 16 mulheres com obesidade até 6 meses após o parto.
Resultados
A análise de conteúdo compreendeu três categorias: 1) autocuidado pósnatal; 2) apoio familiar para a mulher após o parto; e 3) atenção do serviço de saúde à mulher com obesidade no pós-parto.
Conclusão
Asmulheres comobesidade necessitamde acolhimento e do apoio da equipe de saúde e de suas famílias após o parto, quando são absorvidas pelo cuidado exaustivo do recém-nascido. Este estudo revela o quão importante é para os profissionais de saúde ampliar sua percepção e cuidado após o parto às mulheres comobesidade para que estas possam melhorar sua qualidade de saúde e de vida.