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Resumo
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2023;45(11):706-723
05/12/2023
Determinar a associação entre macrossomia fetal (FM) e hemorragia pós-parto (HPP) em mulheres da América Latina e Caribe (ALC).
Estudos avaliando a associação entre FM e HPP (≥ 500 ml) e HPP grave (≥ 1.000 ml) até 4 de novembro de 2021, indexados no CINHAL, Scopus, Embase, Biblioteca Cochrane, MEDLINE, LILACS e SciELO.
Os critérios de inclusão foram estudos de corte e caso-controle que forneceram o número de casos de HPP e FM. Os critérios de exclusão foram estudos sem informação sobre o número de casos, com uma população de mulheres que não eram da ALC; publicado em um idioma diferente do inglês, espanhol ou português e com um design diferente.
A extração de dados foi realizada independentemente por dois autores, as discrepâncias foram resolvidas com um terceiro autor. Os dados relativos aos casos de FM e HPP foram recuperados.
Dos 1.044 artigos avaliados, foram incluídos 5 estudos, de 6 países diferentes: Argentina e Uruguai (multipaíses), Índias Ocidentais, Antígua e Barbuda, Guiana Francesa e Suriname. O odds ratio agrupado (OR) para FM e HPP na meta-análise (cinco estudos) foi de 2,10 (intervalo de confiança de 95% [IC]: 1,79–2,47; I2: 0%), com estimativas dentro deste IC de 95% no análise sensitiva. O OR combinado para HPP grave (3 estudos) foi de 1,61 (95% CI: 0.40–6.48; I2: 91.89%), mostrando alta heterogeneidade.
Houve associação positiva entre FM e HPP na ALC, aumentando em 2 vezes o risco da presença desse evento. A alta heterogeneidade dos estudos que mediram a HPP grave não permite tirar conclusões sobre as estimativas obtidas.
Resumo
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2023;45(11):706-723
05/12/2023
Determinar a associação entre macrossomia fetal (FM) e hemorragia pós-parto (HPP) em mulheres da América Latina e Caribe (ALC).
Estudos avaliando a associação entre FM e HPP (≥ 500 ml) e HPP grave (≥ 1.000 ml) até 4 de novembro de 2021, indexados no CINHAL, Scopus, Embase, Biblioteca Cochrane, MEDLINE, LILACS e SciELO.
Os critérios de inclusão foram estudos de corte e caso-controle que forneceram o número de casos de HPP e FM. Os critérios de exclusão foram estudos sem informação sobre o número de casos, com uma população de mulheres que não eram da ALC; publicado em um idioma diferente do inglês, espanhol ou português e com um design diferente.
A extração de dados foi realizada independentemente por dois autores, as discrepâncias foram resolvidas com um terceiro autor. Os dados relativos aos casos de FM e HPP foram recuperados.
Dos 1.044 artigos avaliados, foram incluídos 5 estudos, de 6 países diferentes: Argentina e Uruguai (multipaíses), Índias Ocidentais, Antígua e Barbuda, Guiana Francesa e Suriname. O odds ratio agrupado (OR) para FM e HPP na meta-análise (cinco estudos) foi de 2,10 (intervalo de confiança de 95% [IC]: 1,79–2,47; I2: 0%), com estimativas dentro deste IC de 95% no análise sensitiva. O OR combinado para HPP grave (3 estudos) foi de 1,61 (95% CI: 0.40–6.48; I2: 91.89%), mostrando alta heterogeneidade.
Houve associação positiva entre FM e HPP na ALC, aumentando em 2 vezes o risco da presença desse evento. A alta heterogeneidade dos estudos que mediram a HPP grave não permite tirar conclusões sobre as estimativas obtidas.
Resumo
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2023;45(6):337-346
04/08/2023
Comparar o uso de mirabegrom com anticolinérgicos para o tratamento da bexiga hiperativa (BH).
Buscas sistemáticas foram realizadas nas bases de dados EMBASE, PUBMED, Cochrane e LILACS desde o início até setembro de 2021. Incluímos ECR, mulheres com sintomas de BH clinicamente comprovados, estudos que compararam mirabegrom a medicamentos antimuscarínicos e avaliaram a eficácia, segurança ou adesão.
RevMan 5.4 foi usado para combinar os resultados entre os estudos. Derivamos razões de risco (RRs) e diferenças médias com intervalo de confiança (IC) de 95% usando um modelo meta-analítico de efeitos aleatórios. Cochrane Collaboration Tool e GRADE foi aplicado para risco de viés e qualidade da evidência.
Foram incluídos 14 estudos com um total de 10.774 pacientes. Menos eventos adversos totais foram relatados no grupo mirabegrom do que no grupo antimuscarínicos [RR: 0,93 (0,89–0,98)]. O risco de distúrbios do trato gastrointestinal e boca seca foram menores com mirabegrom [RR: 0,58 (0,48–0,68); 9.375 pacientes; RR: 0,44 (0,35–0,56), 9.375 pacientes, respectivamente]. Nenhuma diferença foi relatada entre mirabegrom e drogas antimuscarínicos para eficácia. A adesão ao tratamento foi de 87,7% em ambos os grupos [RR: 0,99 (0,98–1,00)].
Mirabegrom e antimuscarínicos têm eficácia e taxas de adesão comparáveis, porém o mirabegrom apresentou menos eventos adversos totais e isolados.
Resumo
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2023;45(6):337-346
04/08/2023
Comparar o uso de mirabegrom com anticolinérgicos para o tratamento da bexiga hiperativa (BH).
Buscas sistemáticas foram realizadas nas bases de dados EMBASE, PUBMED, Cochrane e LILACS desde o início até setembro de 2021. Incluímos ECR, mulheres com sintomas de BH clinicamente comprovados, estudos que compararam mirabegrom a medicamentos antimuscarínicos e avaliaram a eficácia, segurança ou adesão.
RevMan 5.4 foi usado para combinar os resultados entre os estudos. Derivamos razões de risco (RRs) e diferenças médias com intervalo de confiança (IC) de 95% usando um modelo meta-analítico de efeitos aleatórios. Cochrane Collaboration Tool e GRADE foi aplicado para risco de viés e qualidade da evidência.
Foram incluídos 14 estudos com um total de 10.774 pacientes. Menos eventos adversos totais foram relatados no grupo mirabegrom do que no grupo antimuscarínicos [RR: 0,93 (0,89–0,98)]. O risco de distúrbios do trato gastrointestinal e boca seca foram menores com mirabegrom [RR: 0,58 (0,48–0,68); 9.375 pacientes; RR: 0,44 (0,35–0,56), 9.375 pacientes, respectivamente]. Nenhuma diferença foi relatada entre mirabegrom e drogas antimuscarínicos para eficácia. A adesão ao tratamento foi de 87,7% em ambos os grupos [RR: 0,99 (0,98–1,00)].
Mirabegrom e antimuscarínicos têm eficácia e taxas de adesão comparáveis, porém o mirabegrom apresentou menos eventos adversos totais e isolados.
Resumo
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2022;44(8):776-784
23/05/2022
Investigar o efeito de intervenções não-farmacológicas para melhorar a qualidade do sono durante a gravidez.
Uma busca foi feita nas bases de dados NBCI/PubMed, ClinicalTrials.gov, Embase, BVS, e Web of Science. Não houve limitações quanto ao idioma, tamanho da amostra e tipo de intervenção não-farmacológica. Incluímos estudos clínicos prospectivos entre julho de 2014 e julho de 2019.
Foi realizado um registro no banco de dados Prospective International Registration of Systematic Reviews (PROSPERO). O viés de publicação foi avaliado com gráficos de funil. O desfecho primário foi a pontuação total do Pittsburgh Sleep Quality Index (PSQI) antes e depois da intervenção. O risco de viés e os critérios Grading of Recommendations Assessment, Development, and Evaluation (GRADE) foram usados para avaliar a qualidade metodológica. Dos 28 estudos encontrados, selecionamos 8 para análise qualitativa e 6 para a metanálise.
Dois revisores independentes realizaram a seleção dos estudos. Em caso de discordância, um terceiro revisor foi consultado. Inicialmente o estudo foi avaliado com base no título e resumo. Para a inclusão, foi avaliado o texto completo.
Uma melhora significativa na qualidade do sono (PSQI score) foi observada quando todas as intervenções foram agrupadas (MD = -3.03, 95% CI -4.15 a -1.92, n= 623, i2= 84%, p< 0.001). A análise por subgrupo (escutar música: MD = -1.96, 95% CI -3.27 a -0.65, n= 207, i2= 67%, p= 0.003 e outras intervenções: MD = -3.66, 95% CI -4.93 a -2.40, n= 416, i2 = 80%, p< 0.001) também mostrou uma melhora da qualidade do sono, porém com alta heterogeneidade. A análise do risco de viés mostrou que quase todos os estudos avaliados apresentaram viés de desempenho e detecção, e o nível de evidência GRADE foi muito baixo para todas as variáveis analisadas.
Intervenções não-farmacológicas - ouvir música, exercícios físicos, exercícios de relaxamento, sementes de alface, higiene do sono e acupressão - são eficazes para melhorar a qualidade do sono durante a gravidez.
Resumo
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2022;44(8):776-784
23/05/2022
Investigar o efeito de intervenções não-farmacológicas para melhorar a qualidade do sono durante a gravidez.
Uma busca foi feita nas bases de dados NBCI/PubMed, ClinicalTrials.gov, Embase, BVS, e Web of Science. Não houve limitações quanto ao idioma, tamanho da amostra e tipo de intervenção não-farmacológica. Incluímos estudos clínicos prospectivos entre julho de 2014 e julho de 2019.
Foi realizado um registro no banco de dados Prospective International Registration of Systematic Reviews (PROSPERO). O viés de publicação foi avaliado com gráficos de funil. O desfecho primário foi a pontuação total do Pittsburgh Sleep Quality Index (PSQI) antes e depois da intervenção. O risco de viés e os critérios Grading of Recommendations Assessment, Development, and Evaluation (GRADE) foram usados para avaliar a qualidade metodológica. Dos 28 estudos encontrados, selecionamos 8 para análise qualitativa e 6 para a metanálise.
Dois revisores independentes realizaram a seleção dos estudos. Em caso de discordância, um terceiro revisor foi consultado. Inicialmente o estudo foi avaliado com base no título e resumo. Para a inclusão, foi avaliado o texto completo.
Uma melhora significativa na qualidade do sono (PSQI score) foi observada quando todas as intervenções foram agrupadas (MD = -3.03, 95% CI -4.15 a -1.92, n= 623, i2= 84%, p< 0.001). A análise por subgrupo (escutar música: MD = -1.96, 95% CI -3.27 a -0.65, n= 207, i2= 67%, p= 0.003 e outras intervenções: MD = -3.66, 95% CI -4.93 a -2.40, n= 416, i2 = 80%, p< 0.001) também mostrou uma melhora da qualidade do sono, porém com alta heterogeneidade. A análise do risco de viés mostrou que quase todos os estudos avaliados apresentaram viés de desempenho e detecção, e o nível de evidência GRADE foi muito baixo para todas as variáveis analisadas.
Intervenções não-farmacológicas - ouvir música, exercícios físicos, exercícios de relaxamento, sementes de alface, higiene do sono e acupressão - são eficazes para melhorar a qualidade do sono durante a gravidez.
Resumo
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2021;43(9):699-709
29/11/2021
Avaliar os efeitos da suplementação de vitamina D no pós-parto de mulheres com diabetes mellitus gestacional (DGM) anterior.
Foram incluídos ensaios clínicos randomizados com gestantes com GDM de qualquer idade cronológica, gestacional e paridade, sem história de doença prévia, que receberam suplementação de vitamina D no pré-natal e/ou no pós-parto e foram avaliadas no pós-parto. As bases de dados consultadas foram PubMed, EMBASE, Cochrane e LILACS, até julho de 2019. Foram avaliados concentração sérica da vitamina D (25-hidroxivitamina D em nmol/L), glicemia de jejum, hemoglobina glicada, concentração sérica de cálcio, modelo de avaliação da homeostase de resistência à insulina (HOMA-IR, na sigla em inglês), índice qualitativo de verificação da sensibilidade à insulina (QUICKI, na sigla em inglês), hormônio da paratireoide (PTH) e índice de massa corpórea (IMC). Resultados semelhantes em pelo menos dois ensaios foram plotados no software RevMan 5; Cochrane Collaboration, Oxford, Reino Unido. A qualidade das evidências foi gerada de acordo com a classificação, o desenvolvimento e a avaliação da classificação das recomendações.
Quatro estudos foram incluídos na presente revisão (200 mulheres). Os achados indicam que não há diferença no período pós-parto em mulheres com diagnóstico prévio de DMG que receberam suplementação de vitamina D no período pré-natal e/ou pós-parto, mostrando apenas que houve um aumento significativo na concentração de vitamina D (risco relativo [RR]: 1,85; IC [intervalo de confiança] 95%: 1,02-2,68).
Este aumento na concentração de vitamina D deve ser interpretado com cautela, uma vez que a avaliação da qualidade das evidências foi muito baixa. Para os demais desfechos analisados, não houve significância entre os grupos intervenção e controle, e os desfechos, quando analisados em sua força da evidência, foram considerados muito baixa e baixa em sua avaliação. PROSPERO CRD42018110729
Resumo
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2021;43(9):699-709
29/11/2021
Avaliar os efeitos da suplementação de vitamina D no pós-parto de mulheres com diabetes mellitus gestacional (DGM) anterior.
Foram incluídos ensaios clínicos randomizados com gestantes com GDM de qualquer idade cronológica, gestacional e paridade, sem história de doença prévia, que receberam suplementação de vitamina D no pré-natal e/ou no pós-parto e foram avaliadas no pós-parto. As bases de dados consultadas foram PubMed, EMBASE, Cochrane e LILACS, até julho de 2019. Foram avaliados concentração sérica da vitamina D (25-hidroxivitamina D em nmol/L), glicemia de jejum, hemoglobina glicada, concentração sérica de cálcio, modelo de avaliação da homeostase de resistência à insulina (HOMA-IR, na sigla em inglês), índice qualitativo de verificação da sensibilidade à insulina (QUICKI, na sigla em inglês), hormônio da paratireoide (PTH) e índice de massa corpórea (IMC). Resultados semelhantes em pelo menos dois ensaios foram plotados no software RevMan 5; Cochrane Collaboration, Oxford, Reino Unido. A qualidade das evidências foi gerada de acordo com a classificação, o desenvolvimento e a avaliação da classificação das recomendações.
Quatro estudos foram incluídos na presente revisão (200 mulheres). Os achados indicam que não há diferença no período pós-parto em mulheres com diagnóstico prévio de DMG que receberam suplementação de vitamina D no período pré-natal e/ou pós-parto, mostrando apenas que houve um aumento significativo na concentração de vitamina D (risco relativo [RR]: 1,85; IC [intervalo de confiança] 95%: 1,02-2,68).
Este aumento na concentração de vitamina D deve ser interpretado com cautela, uma vez que a avaliação da qualidade das evidências foi muito baixa. Para os demais desfechos analisados, não houve significância entre os grupos intervenção e controle, e os desfechos, quando analisados em sua força da evidência, foram considerados muito baixa e baixa em sua avaliação. PROSPERO CRD42018110729
Resumo
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2019;41(5):333-347
27/06/2019
Investigar a associação entre a exposição maternal ao álcool e o baixo peso ao nascer.
A busca na literatura ocorreu em janeiro de 2017 nas seguintes bases de dados eletrônicas: Medline, Embase, LILACS, SciELO, Web of Science, Scopus, CINHAL, Proquest, e PsychInfo. A estratégia de busca utilizou os seguintes termos: alcohol drinking, binge drinking, alcohol-related disorders, alcoholism, alcohol addiction/use/ abuse/consumption, light/moderate/social/low drinking, low birthweight, case-control studies, retrospective studies, e cohort studies. Não houve restrição de idioma e ano de publicação. A busca na literatura identificou 2.383 artigos, e depois de analisados conforme os critério de elegibilidade, foram incluídos na revisão sistemática 39 estudos, e 38 estudos foram incluídos na metanálise.
A amostra foi composta por 497.023 gestantes. O consumo materno de álcool foi associado ao baixo peso ao nascer entre os estudos de coorte retrospectiva (risco relativo [RR] = 1,37; IC [intervalo de confiança] 95%: 1,10-1,77; I2 = 98,4%; p < 0,01). Os estudos de coorte prospectiva (RR = 1,11; IC95%: 0,98-1,25; I2 = 81,5%; p < 0,01) e caso-controle (razão de chances [OR, na sigla em inglês] = 1,16; IC95%: 0,68-1,97; I2 = 61,2%; p = 0,05) não apresentaram associação entre o consumo e o desfecho. Não foi identificado viés de publicação, e a metarregressão mostrou que o tamanho da amostra influenciou a heterogeneidade entre os estudos de coorte prospectiva. Na análise por subgrupo, houve diferenças entre os grupos por tamanho de amostra, por tipo de ajuste e por ano de publicação.
Não encontramos associação entre o consumo e o baixo peso ao nascer em todas as análises por subgrupo. Além disso, encontramos alta heterogeneidade entre os estudos primários, e isto se deve possivelmente às diferenças metodológicas na condução destes estudos.
Resumo
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2019;41(5):333-347
27/06/2019
Investigar a associação entre a exposição maternal ao álcool e o baixo peso ao nascer.
A busca na literatura ocorreu em janeiro de 2017 nas seguintes bases de dados eletrônicas: Medline, Embase, LILACS, SciELO, Web of Science, Scopus, CINHAL, Proquest, e PsychInfo. A estratégia de busca utilizou os seguintes termos: alcohol drinking, binge drinking, alcohol-related disorders, alcoholism, alcohol addiction/use/ abuse/consumption, light/moderate/social/low drinking, low birthweight, case-control studies, retrospective studies, e cohort studies. Não houve restrição de idioma e ano de publicação. A busca na literatura identificou 2.383 artigos, e depois de analisados conforme os critério de elegibilidade, foram incluídos na revisão sistemática 39 estudos, e 38 estudos foram incluídos na metanálise.
A amostra foi composta por 497.023 gestantes. O consumo materno de álcool foi associado ao baixo peso ao nascer entre os estudos de coorte retrospectiva (risco relativo [RR] = 1,37; IC [intervalo de confiança] 95%: 1,10-1,77; I2 = 98,4%; p < 0,01). Os estudos de coorte prospectiva (RR = 1,11; IC95%: 0,98-1,25; I2 = 81,5%; p < 0,01) e caso-controle (razão de chances [OR, na sigla em inglês] = 1,16; IC95%: 0,68-1,97; I2 = 61,2%; p = 0,05) não apresentaram associação entre o consumo e o desfecho. Não foi identificado viés de publicação, e a metarregressão mostrou que o tamanho da amostra influenciou a heterogeneidade entre os estudos de coorte prospectiva. Na análise por subgrupo, houve diferenças entre os grupos por tamanho de amostra, por tipo de ajuste e por ano de publicação.
Não encontramos associação entre o consumo e o baixo peso ao nascer em todas as análises por subgrupo. Além disso, encontramos alta heterogeneidade entre os estudos primários, e isto se deve possivelmente às diferenças metodológicas na condução destes estudos.
Resumo
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2019;41(2):116-123
01/02/2019
Avaliar se a realização de procedimentos anti-incontinência durante a correção cirúrgica do prolapso anterior e/ou apical em mulheres assintomáticas para incontinência urinária (IU) pode prevenir a incontinência urinária de esforço (IUE) no pós-operatório.
Foi realizada uma revisão sistemática dos artigos publicados nas bases de dados PubMed, Cochrane Library e Lilacs até o dia 31 de março de 2016. Dois revisores realizaram a coleta e a análise de dados, de forma independente. Todos os estudos selecionados foram analisados metodologicamente. Os resultados estão apresentados como risco relativo (RR), com 95% de intervalo de confiança (IC).
Após a seleção do estudo, apenas nove estudos preencheram os prérequisitos necessários. Nesta revisão, 1.146 pacientes foram incluídos. No total, a revisão incluiu ensaios de três tipos diferentes de procedimentos anti-incontinência. Descobrimos que realizar qualquer procedimento anti-incontinência ao mesmo tempo que o reparo do prolapso reduziu a incidência de IU no pós-operatório (RR = 0,50; IC 95%: 0,28-0,91). No entanto, quando fizemos a análise separadamente pelo tipo de procedimento antiincontinência, encontramos resultados diferentes. Na análise de subgrupos com slings miduretrais, é benéfico realizá-lo para reduzir a incidência de IU (RR = 0,08; IC 95%: 0,02- 0,28). Por outro lado, na análise de subgrupo com colposuspensão de Burch, não houve diferença significativa com o grupo controle (RR = 1,47; IC 95%: 0,28-7,79]).
A realização de qualquer procedimento profilático anti-incontinência ao mesmo tempo que o reparo do prolapso reduziu a incidência de IUE no pós-operatório. A colposuspensão de Burch nãomostrou diminuição na incidência de IUE no pós-operatório.
Resumo
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2019;41(2):116-123
01/02/2019
Avaliar se a realização de procedimentos anti-incontinência durante a correção cirúrgica do prolapso anterior e/ou apical em mulheres assintomáticas para incontinência urinária (IU) pode prevenir a incontinência urinária de esforço (IUE) no pós-operatório.
Foi realizada uma revisão sistemática dos artigos publicados nas bases de dados PubMed, Cochrane Library e Lilacs até o dia 31 de março de 2016. Dois revisores realizaram a coleta e a análise de dados, de forma independente. Todos os estudos selecionados foram analisados metodologicamente. Os resultados estão apresentados como risco relativo (RR), com 95% de intervalo de confiança (IC).
Após a seleção do estudo, apenas nove estudos preencheram os prérequisitos necessários. Nesta revisão, 1.146 pacientes foram incluídos. No total, a revisão incluiu ensaios de três tipos diferentes de procedimentos anti-incontinência. Descobrimos que realizar qualquer procedimento anti-incontinência ao mesmo tempo que o reparo do prolapso reduziu a incidência de IU no pós-operatório (RR = 0,50; IC 95%: 0,28-0,91). No entanto, quando fizemos a análise separadamente pelo tipo de procedimento antiincontinência, encontramos resultados diferentes. Na análise de subgrupos com slings miduretrais, é benéfico realizá-lo para reduzir a incidência de IU (RR = 0,08; IC 95%: 0,02- 0,28). Por outro lado, na análise de subgrupo com colposuspensão de Burch, não houve diferença significativa com o grupo controle (RR = 1,47; IC 95%: 0,28-7,79]).
A realização de qualquer procedimento profilático anti-incontinência ao mesmo tempo que o reparo do prolapso reduziu a incidência de IUE no pós-operatório. A colposuspensão de Burch nãomostrou diminuição na incidência de IUE no pós-operatório.
Resumo
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2018;40(8):477-490
01/08/2018
comparar tratamentos cirúrgicos para incontinência urinária de esforço (IUE), quanto à eficiência e complicações, por meio de revisão sistemática seguida de metanálise.
Fizemos busca nas bases de dados MEDLINE e COCHRANE, utilizando os termos stress urinary incontinence, surgical treatment for stress urinary incontinence e sling.
Selecionamos 48 estudos, totalizando 6.881 pacientes com pontuação igual ou maior do que 3 na escala de Jadad.
Cada estudo foi lido por um autor, colocado em tabela, e checado por outro autor. Extraímos dados como detalhes das intervenções, tempo de seguimento, resultados do tratamento e eventos adversos.
Não houve diferença nas comparações: sling de uretra média versus cirurgia de Burch, quanto às curas objetiva (razão de chances [RC]: 1,29; intervalo de confiança de 95% [IC95%]: 0,76-2,20) e subjetiva (RC: 1,16; IC95%: 0,67- 2,00); sling de uretramédia transobturatório outside-in versus inside-out quanto às curas objetiva (RC: 0,78; IC95%: 0,45-1,35) e subjetiva (RC: 0,83; IC95%: 0,58-1,18); sling pubovaginal e de uretra média quanto à cura objetiva (RC: 1,64; IC 95%: 0,52-5,15). Comparando sling retropúbico comtransobturatório, o retropúbico foi superior quanto às curas objetiva (RC: 1,27; IC95%: 1,05-1,54) e subjetiva (RC: 1,23; IC95%: 1,02-1,48). Entre minislings e outros slings, houve diferença favorável a outros slings quanto à cura subjetiva (RC: 0,58; IC95%: 0,39-0,86) mas não quanto à cura objetiva (RC: 0,72; IC95%: 0,47-1,10). No grupo sling pubovaginal e Burch, houve diferença quanto à cura objetiva (RC: 2,04; IC95%: 1,50-2,77) e subjetiva (RC: 1,64; IC95%: 1,10-2,44). Slings de uretra média apresentam mais erosão, enquanto a cirurgia de Burch tem mais complicações na ferida operatória e infecção do trato urinário. Slings retropúbicos e pubovaginais sãomais retencionistas. Slings retropúbicos estãomais associados a lesão vascular, hematomas e perfuração vesical, e transobturatórios, à dor na perna e virilha, lesão neurológica e perfuração vaginal.
Slings pubovaginais são superiores à cirurgia de Burch, porém mais retencionistas. Slings retropúbicos são superiores aos transobturatórios, embora tenham mais eventos adversos. Outros slings são superiores aos minislings em relação ao aspecto subjetivo. Não houve diferença nas comparações entre slings de uretra média e cirurgia de Burch, slings pubovaginais, transobturatórios inside-out e inside-in.
Resumo
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2018;40(8):477-490
01/08/2018
comparar tratamentos cirúrgicos para incontinência urinária de esforço (IUE), quanto à eficiência e complicações, por meio de revisão sistemática seguida de metanálise.
Fizemos busca nas bases de dados MEDLINE e COCHRANE, utilizando os termos stress urinary incontinence, surgical treatment for stress urinary incontinence e sling.
Selecionamos 48 estudos, totalizando 6.881 pacientes com pontuação igual ou maior do que 3 na escala de Jadad.
Cada estudo foi lido por um autor, colocado em tabela, e checado por outro autor. Extraímos dados como detalhes das intervenções, tempo de seguimento, resultados do tratamento e eventos adversos.
Não houve diferença nas comparações: sling de uretra média versus cirurgia de Burch, quanto às curas objetiva (razão de chances [RC]: 1,29; intervalo de confiança de 95% [IC95%]: 0,76-2,20) e subjetiva (RC: 1,16; IC95%: 0,67- 2,00); sling de uretramédia transobturatório outside-in versus inside-out quanto às curas objetiva (RC: 0,78; IC95%: 0,45-1,35) e subjetiva (RC: 0,83; IC95%: 0,58-1,18); sling pubovaginal e de uretra média quanto à cura objetiva (RC: 1,64; IC 95%: 0,52-5,15). Comparando sling retropúbico comtransobturatório, o retropúbico foi superior quanto às curas objetiva (RC: 1,27; IC95%: 1,05-1,54) e subjetiva (RC: 1,23; IC95%: 1,02-1,48). Entre minislings e outros slings, houve diferença favorável a outros slings quanto à cura subjetiva (RC: 0,58; IC95%: 0,39-0,86) mas não quanto à cura objetiva (RC: 0,72; IC95%: 0,47-1,10). No grupo sling pubovaginal e Burch, houve diferença quanto à cura objetiva (RC: 2,04; IC95%: 1,50-2,77) e subjetiva (RC: 1,64; IC95%: 1,10-2,44). Slings de uretra média apresentam mais erosão, enquanto a cirurgia de Burch tem mais complicações na ferida operatória e infecção do trato urinário. Slings retropúbicos e pubovaginais sãomais retencionistas. Slings retropúbicos estãomais associados a lesão vascular, hematomas e perfuração vesical, e transobturatórios, à dor na perna e virilha, lesão neurológica e perfuração vaginal.
Slings pubovaginais são superiores à cirurgia de Burch, porém mais retencionistas. Slings retropúbicos são superiores aos transobturatórios, embora tenham mais eventos adversos. Outros slings são superiores aos minislings em relação ao aspecto subjetivo. Não houve diferença nas comparações entre slings de uretra média e cirurgia de Burch, slings pubovaginais, transobturatórios inside-out e inside-in.
Resumo
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2016;38(7):356-364
01/07/2016
Prolapso de órgãos pélvicos é problema de saúde públicas, sendo o mais comumo anterior. Para tratamento são utilizadas cirurgias, comou semtelas. O uso de telas é para diminuir recidivas, mas não h á consenso.
Foi realizada revisão da literatura e metanálise, sobre uso de telas na correção do prolapso anterior. Base de dados foi PUBMED , com termos (MESH): "Anterior Pelvic Organ OR Cystocele AND Surgery AND (Mesh or Colporrhaphy)". Critérios de exclusão foram: seguimento menor que 1 ano, telas biológicas ou absorvíveis. Resultados: foram avaliados 115 artigos. Após revisão dos títulos, 70 estudos foram descartados e 18 após leitura de resumos. Após critérios de Jadad (>2), 12 estudos foram incluídos. Análise estatística foi razão de risco ou diferença entre médias dos grupos, e as análises com grande heterogeneidade foram avaliadas através de análise de efeito aleatório.
Cura objetiva foi superior no grupo com tela - OR 1,28 (1,07-1,53, p 1 0,00001), maior perda sanguínea - diferença média (MD) 45,98 (9,72-82,25, p = 0,01), tempo cirúrgico mais longo - MD 15,08 (0,48-29,67, p = 0,04), porém menor recorrência - OR 0,22 (0,13-0,38, p = 0,00001), não apresentando maior resolução dos sintomas - OR 1,93 (0,83-4,51, p = 0,15). Dispareunia e taxa de reoperação também não foram diferentes entre grupos. Qualidade de vida não apresentou diferença.
Cirurgia com tela para prolapso vaginal anterior apresenta melhor taxa de cura anatômica e menor recorrência, sem diferenças cura subjetiva, reoperação e qualidade de vida. Há maior tempo cirúrgico e perda sanguínea. Uso de telas deve ser individualizado.
Resumo
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2016;38(7):356-364
01/07/2016
Prolapso de órgãos pélvicos é problema de saúde públicas, sendo o mais comumo anterior. Para tratamento são utilizadas cirurgias, comou semtelas. O uso de telas é para diminuir recidivas, mas não h á consenso.
Foi realizada revisão da literatura e metanálise, sobre uso de telas na correção do prolapso anterior. Base de dados foi PUBMED , com termos (MESH): "Anterior Pelvic Organ OR Cystocele AND Surgery AND (Mesh or Colporrhaphy)". Critérios de exclusão foram: seguimento menor que 1 ano, telas biológicas ou absorvíveis. Resultados: foram avaliados 115 artigos. Após revisão dos títulos, 70 estudos foram descartados e 18 após leitura de resumos. Após critérios de Jadad (>2), 12 estudos foram incluídos. Análise estatística foi razão de risco ou diferença entre médias dos grupos, e as análises com grande heterogeneidade foram avaliadas através de análise de efeito aleatório.
Cura objetiva foi superior no grupo com tela - OR 1,28 (1,07-1,53, p 1 0,00001), maior perda sanguínea - diferença média (MD) 45,98 (9,72-82,25, p = 0,01), tempo cirúrgico mais longo - MD 15,08 (0,48-29,67, p = 0,04), porém menor recorrência - OR 0,22 (0,13-0,38, p = 0,00001), não apresentando maior resolução dos sintomas - OR 1,93 (0,83-4,51, p = 0,15). Dispareunia e taxa de reoperação também não foram diferentes entre grupos. Qualidade de vida não apresentou diferença.
Cirurgia com tela para prolapso vaginal anterior apresenta melhor taxa de cura anatômica e menor recorrência, sem diferenças cura subjetiva, reoperação e qualidade de vida. Há maior tempo cirúrgico e perda sanguínea. Uso de telas deve ser individualizado.
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