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Original Article
Qual modo e potência produzem a menor área de nãoobstrução nas tubas de Falópio?
- Marcelo Ivo Campagnolo,
- Ricardo dos Reis,
- Marcele Oliveira dos Santos,
- Lúcia Maria Kliemann,
- Ricardo Francalacci Savaris
01/06/2018
Resumo
Original ArticleQual modo e potência produzem a menor área de nãoobstrução nas tubas de Falópio?
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2018;40(6):332-337
01/06/2018- Marcelo Ivo Campagnolo,
- Ricardo dos Reis,
- Marcele Oliveira dos Santos,
- Lúcia Maria Kliemann,
- Ricardo Francalacci Savaris
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Objetivo
Determinar em qual modo e potência, usando unidades geradoras modernas de eletrocoagulação, produz a menor área de não-obstrução das tubas de Falópio.
Métodos
Num estudo experimental, tubas uterinas derivadas de 48 histerectomias ou ligadura tubária foram avaliadas. As tubas foram alocadas aleatoriamente para um dos seguintes grupos: grupo A) 25 W x 5 segundos (n = 17); grupo B) 30 W x 5 segundos (n = 17); grupo C) 35 Wx 5 segundos (n = 18), grupo D) 40 W, 5 segundos (n = 20); grupo E) 40 W x 5 segundos inspeção visual (branqueia, incha e colapsa) (n = 16); grupo F) 50 Wx 5 segundos (n = 8). A eletrocoagulação bipolar foi usada nos grupos de A a E, e a eletrocoagulação monopolar, no grupo F. O modo de coagulação foi utilizado em todos os grupos. Cortes histológicos transversais do segmento ístmico das tubas de Falópio foram corados e fotografados digitalmente, e a percentagem da área luminal (mm2) não-obstruída foi medida com o software ImageJ (ImageJ, National Institutes of Health, Bethesda, MD, USA). O teste de Kruskal-Wallis ou ANOVA foram usados para a análise estatística.
Resultados
Noventa e seis cortes histológicos de tubas de Falópio foram analisados. A mediana da menor área não-obstruída (%; amplitude) da tuba de Falópio foi obtida no grupo 40 W com inspeção visual (8,3%; 0,9-40%), seguido do grupo 25 W (9,1%; 0- 35,9%), 40W(14,2; 0,9-43,2%), 30 W(14.2; 0,9-49,7%), 35 W(15,1; 3-46,4%) e 50 W (38,2; 3.1-51%). Não houve diferença significativa entre os grupos (p = 0,09, teste de Kruskal-Wallis).
Conclusão
A menor área não-obstruída foi obtida com a potência de 40 W com inspeção visual usando um gerador moderno de eletrocirurgia. Contudo, nenhuma diferença significativa na área não-obstruída foi observada entre os grupos usando esses modos e potências.
Visualizações56This is an Open Access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution License, which permits unrestricted use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original work is properly cited. Resumo
Original ArticleQual modo e potência produzem a menor área de nãoobstrução nas tubas de Falópio?
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2018;40(6):332-337
01/06/2018- Marcelo Ivo Campagnolo,
- Ricardo dos Reis,
- Marcele Oliveira dos Santos,
- Lúcia Maria Kliemann,
- Ricardo Francalacci Savaris
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Objetivo
Determinar em qual modo e potência, usando unidades geradoras modernas de eletrocoagulação, produz a menor área de não-obstrução das tubas de Falópio.
Métodos
Num estudo experimental, tubas uterinas derivadas de 48 histerectomias ou ligadura tubária foram avaliadas. As tubas foram alocadas aleatoriamente para um dos seguintes grupos: grupo A) 25 W x 5 segundos (n = 17); grupo B) 30 W x 5 segundos (n = 17); grupo C) 35 Wx 5 segundos (n = 18), grupo D) 40 W, 5 segundos (n = 20); grupo E) 40 W x 5 segundos inspeção visual (branqueia, incha e colapsa) (n = 16); grupo F) 50 Wx 5 segundos (n = 8). A eletrocoagulação bipolar foi usada nos grupos de A a E, e a eletrocoagulação monopolar, no grupo F. O modo de coagulação foi utilizado em todos os grupos. Cortes histológicos transversais do segmento ístmico das tubas de Falópio foram corados e fotografados digitalmente, e a percentagem da área luminal (mm2) não-obstruída foi medida com o software ImageJ (ImageJ, National Institutes of Health, Bethesda, MD, USA). O teste de Kruskal-Wallis ou ANOVA foram usados para a análise estatística.
Resultados
Noventa e seis cortes histológicos de tubas de Falópio foram analisados. A mediana da menor área não-obstruída (%; amplitude) da tuba de Falópio foi obtida no grupo 40 W com inspeção visual (8,3%; 0,9-40%), seguido do grupo 25 W (9,1%; 0- 35,9%), 40W(14,2; 0,9-43,2%), 30 W(14.2; 0,9-49,7%), 35 W(15,1; 3-46,4%) e 50 W (38,2; 3.1-51%). Não houve diferença significativa entre os grupos (p = 0,09, teste de Kruskal-Wallis).
Conclusão
A menor área não-obstruída foi obtida com a potência de 40 W com inspeção visual usando um gerador moderno de eletrocirurgia. Contudo, nenhuma diferença significativa na área não-obstruída foi observada entre os grupos usando esses modos e potências.
This is an Open Access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution License, which permits unrestricted use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original work is properly cited.
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