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Original Article
Coleta placentária para entender infecções virais – Um protocolo simplificado para a pandemia de COVID-19
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2021;43(5):377-383
30/07/2021
Resumo
Original ArticleColeta placentária para entender infecções virais – Um protocolo simplificado para a pandemia de COVID-19
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2021;43(5):377-383
30/07/2021Visualizações66Ver maisResumo
Objetivo
A doença do novo coronavírus (COVID-19) é uma doença viral pandêmica causada pelo coronavírus da síndrome respiratória aguda 2 (SARS-CoV-2). O impacto da doença entre a população obstétrica ainda é incerto, e o estudo da placenta pode fornecer informações valiosas. Assim, a coleta adequada do tecido placentário pode ajudar a caracterizar algumas propriedades das infecções virais.
Métodos
Um protocolo de coleta placentária é proposto, objetivando a garantia de representatividade da placenta, descrevendo a maneira de conservação adequada das amostras, e visando garantir sua integridade para análises futuras. O protocolo é apresentado em suas versões completa e simplificada, permitindo sua implementação em diferentes configurações de infraestrutura.
Resultados
A amostragem com o intervalo mínimo possível do parto é essencial para coleta e armazenamento adequados. Esse protocolo já foi implementado durante a epidemia de vírus Zika.
Conclusão
Um protocolo para coleta e armazenamento adequados de tecido placentário é fundamental para a avaliação adequada de infecções virais na placenta. Durante a pandemia de COVID-19, a implementação deste protocolo pode ajudar a elucidar aspectos críticos da infecção por SARS-CoV-2.
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Original Article
Avaliação dos níveis séricos de adiponectina em gestantes adolescentes
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2021;43(6):429-435
02/06/2021
Resumo
Original ArticleAvaliação dos níveis séricos de adiponectina em gestantes adolescentes
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2021;43(6):429-435
02/06/2021Visualizações60Ver maisResumo
Objetivo
Avaliar os níveis séricos de adiponectina em gestantes adolescentes entre 30 e 36 semanas de gestação.
Métodos
Estudo prospectivo e transversal incluindo 67 gestantes normais entre 30 a 36 semanas e eutróficas (índice de massa corporal [IMC]: 18,5-25 kg/m2), sendo 36 adolescentes (< 20 anos) e 31 adultas (≥ 20 anos). Os níveis séricos de adiponectina foram avaliados por teste imunoenzimático (ELISA, na sigla em inglês). Para a comparação entre os grupos, utilizou-se os testes t-Student ou Mann-Whitney.
Resultados
As gestantes adolescentes apresentaram significativamente maiores concentrações séricas de adiponectina do que as adultas (p=0,04). Não houve diferenças nos níveis de adiponectina quando comparadas as gestantes adolescentes precoces (< 16 anos) às tardias (≥ 16 anos). Os valores de adiponectina foram subdivididos em3 grupos:<3.000 ng/mL, entre 3.000 e 5.000 ng/mL e>5.000 ng/mL. O peso do recém-nascido foi significantemente maior nas mulheres com>5.000 ng/mL, quando comparadas as com<3.000 ng/mL no grupo das adolescentes. Não foi observada associação entre os níveis de adiponectina e o IMC pré-gestacional, ganho de peso gestacional e a idade gestacional, porém houve relação positiva com o peso do recém-nascido (p=0,0239).
Conclusão
Os valores séricos de adiponectina em gestantes adolescentes entre 30 e 36 semanas de gestação foram maiores do que os das gestantes adultas; contudo, sem diferenças entre gestantes adolescentes precoces e tardias.
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Original Article
Risco gestacional como fator determinante para cesariana de acordo com os grupos da Classificação Robson
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2021;43(2):84-90
19/01/2021
Resumo
Original ArticleRisco gestacional como fator determinante para cesariana de acordo com os grupos da Classificação Robson
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2021;43(2):84-90
19/01/2021Visualizações108Ver maisResumo
Objetivo
Analisar e comparar a frequência de partos cesáreos e vaginais através da classificação de Robson em gestantes atendidas em um hospital terciário em dois períodos distintos.
Métodos
Estudo transversal retrospectivo de registros de nascimento, compreendendo 4.010 mulheres, realizado de janeiro de 2014 a dezembro de 2015 no único hospital público de referência regional para atendimento de gestações de alto risco, localizado no sul do Brasil. A via de parto foi avaliada e as mulheres foram classificadas de acordo com a Classificação de Robson.
Resultados
A taxa geral de cesariana foi de 57,5% e a principal indicação foi a existência de cicatriz uterina por cesariana prévia. Quando aplicada a Classificação de Robson, os grupos mais frequentes foram o 5 (26,3%) e o 10 (17,4%). No ano de 2015, ocorreu um aumento significativo da frequência dos grupos 1 e 3 (p < 0,001), quando comparado ao ano anterior, resultando em aumento do número de partos vaginais (p < 0,0001) e redução das taxas de cesariana.
Conclusão
A Classificação de Robson mostra ser uma ferramenta útil para identificar o perfil das parturientes e os grupos com maior risco de cesariana em diferentes períodos em um mesmo serviço. Desta forma, permitemonitorar de forma dinâmica as indicações e vias de parto e desenvolver ações para redução das taxas de cesariana conforme as características das gestantes atendidas.
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Original Article
Fatores de risco para incontinência urinária na gravidez: Um estudo de caso controle
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2020;42(12):787-792
11/01/2020
Resumo
Original ArticleFatores de risco para incontinência urinária na gravidez: Um estudo de caso controle
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2020;42(12):787-792
11/01/2020Visualizações50Ver maisResumo
Objetivo
A incontinência urinária (IU) é um importante problema de saúde pública que pode trazer prejuízos àsmulheres emqualquer período da vida, inclusive durante o período gestacional. A IU durante a gravidez temsido estudada por ser capaz de reduzir a qualidade de vida e interferir em vários aspectos do binômio materno-fetal. O objetivo deste estudo foi determinar a prevalência de IU em gestantes nulíparas e identificar fatores de risco associados a essa população.
Métodos
Este é um estudo de caso-controle em que foram convidadas mulheres nulíparas entre 12 e 20 semanas de gravidez para participar do projeto. Elas foram submetidas a um questionário específico, diário miccional de 3 dias e avaliação uroginecológica, incluindo quantificação de prolapso de órgãos pélvicos (POP-Q), teste de esforço com volume residual e avaliação da musculatura do assoalho pélvico.
Resultados
Um total de 70 das 73 pacientes aceitaram participar do estudo, e a prevalência de incontinência urinária nessa população foi de 18,3%. O uso de tabaco foi identificado como fator de risco independente para a IU em gestantes (OR 8,0). Todos os outros fatores analisados não foram significativamente associados à perda urinária nessa população.
Conclusão
A incontinência urinária pode trazer prejuízos para pacientes durante o período da gestação. O tabagismo foi identificado como fator de risco para o desenvolvimento de IU emgestantes, o que denotamais ummotivo para encorajar as pacientes a abandonarem o hábito.
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Review Article
Tromboprofilaxia no ciclo gravídico-puerperal – Revisão da literatura
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2020;42(4):218-227
18/05/2020
Resumo
Review ArticleTromboprofilaxia no ciclo gravídico-puerperal – Revisão da literatura
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2020;42(4):218-227
18/05/2020Visualizações86Ver maisResumo
Objetivo
Identificar as estratégias e recomendações atuais para profilaxia de tromboembolismo venoso associado ao ciclo gravídico-puerperal, condição de alta morbimortalidade entre mulheres.
Métodos
A busca na literatura ocorreu entre maio e outubro de 2019, com pesquisa na base de dados do PubMed, contemplando trabalhos publicados nos idiomas português, inglês e espanhol. Os termos thromboembolism (Mesh) AND pregnancy (Mesh) OR postpartum (Mesh) foram utilizados como descritores, incluindo ensaios clínicos randomizados, metanálises, revisões sistemáticas e diretrizes publicadas entre 2009 a 20019, apresentando estratégias de prevenção de tromboembolismo venoso durante a gravidez e o pós-parto.
Resultados
Oito artigos abordando estratégias de tromboprofilaxia primária e secundária durante a gestação, parto e puerpério foram selecionados para a presente revisão sistemática. Muitos estudos avaliados foram excluídos por não abordarem estratégias de prevenção. Foram compiladas as recomendações das seguintes sociedades: American Society of Hematologists, American College of Obstetricians and Gynecologists, Royal College of Obstetricians and Gynecologists, Society of Obstetricians and Gynaecologists of Canada, American College of Chest Physicians e Royal Australian and New Zealand College of Obstetricians and Gynaecologists.
Conclusão
Até o presente momento, há algumas lacunas e estudos clínicos com metodologia adequada se fazem necessários para respaldar a tomada de decisão frente ao risco de tromboembolismo venoso no período perigestacional. Torna-se fundamental a atenção dos profissionais envolvidos no atendimento às gestantes e puérperas, pois trata-se de uma condição associada a alta morbimortalidade.
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Original Article
Contribuição dos alimentos ultraprocessados no consumo alimentar diário de mulheres soropositivas e soronegativas para o HIV durante a gestação
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2019;41(10):588-596
07/11/2019
Resumo
Original ArticleContribuição dos alimentos ultraprocessados no consumo alimentar diário de mulheres soropositivas e soronegativas para o HIV durante a gestação
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2019;41(10):588-596
07/11/2019Visualizações90Ver maisResumo
Objetivo
Avaliar o consumo alimentar diário e a contribuição dos alimentos ultraprocessados na dieta de gestantes soropositivas e soronegativas para o vírus da imunodeficiência humana (HIV).
Métodos
Estudo de caso-controle com 77 puérperas soropositivas e 79 soronegativas entre 2015 e 2016. Analisaram-se dados socioeconômicos e demográficos maternos, e aplicou-se um questionário de frequência alimentar (QFA) adaptado para gestantes. Utilizou-se o teste exato de Fisher e o teste de Mann-Whitney para detectar diferenças entre os grupos. A regressão linear avaliou a associação entre o consumo de ultraprocessados e de energia, macro e micronutrientes. Valores de p < 0,05 foram considerados significativos.
Resultados
O grupo de puérperas soropositivas foi mais velho (p < 0,001), com menor renda familiar (p = 0,016) e escolaridade (p < 0,001) quando comparado com o grupo das soronegativas. Ambos os grupos apresentaram médias de consumo semelhantes, com 4.082,99 Kcal/dia entre as puérperas soropositivas e 4.369,24 kcal/dia entre as soronegativas (p = 0,258). Observou-se que as puérperas soropositivas consumiam menos proteínas (p = 0,048), carboidratos (p = 0,028) e cálcio (p = 0,001), e mais gorduras totais (p = 0,003). Os ultraprocessados corresponderam a 39,80% das calorias entre as soropositivas, e a 40,10% entre as soronegativas (p = 0,893). O consumo destes alimentos esteve associado a um maior consumo de carboidratos (p < 0,001), gordura trans (p = 0,013) e sódio (p < 0,001), e a um menor consumo de proteínas (p < 0,001) e fibras (p = 0,022).
Conclusão
Esses achados demonstram que o consumo de energia e de alimentos ultraprocessados foram semelhantes nos dois grupos, o que reforça a tendência ao consumo elevado de alimentos ultraprocessados na população geral. O consumo de alimentos ultraprocessados foi positivamente associado ao consumo de carboidratos, gorduras trans e sódio, e negativamente associado ao consumo de proteínas e fibras.
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Febrasgo Statement
Pré-eclâmpsia/Eclâmpsia
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2019;41(5):318-332
27/06/2019
Resumo
Febrasgo StatementPré-eclâmpsia/Eclâmpsia
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2019;41(5):318-332
27/06/2019Visualizações18Ver maisResumo
A pré-eclâmpsia é uma doença multifatorial e multissistêmica específica da gestação. É classicamente diagnosticada pela presença de hipertensão arterial associada à proteinúria em gestante previamente normotensa após a 20a semana de gestação. A préeclâmpsia também é considerada na ausência de proteinúria se houver lesão de órgãoalvo. A presente revisão tem uma abordagem geral focada em aspectos de interesse prático na assistência clínica e obstétrica dessas mulheres. Assim, explora a etiologia ainda desconhecida, aspectos atuais da fisiopatologia e do diagnóstico e diagnóstico diferencial de convulsões, a abordagem da predição da doença, seus resultados adversos e prevenção. A conduta baseia-se em princípios gerais, tratamento clínico não farmacológico e farmacológico de situações graves ou não graves, com ênfase na crise hipertensiva e eclâmpsia. O controle obstétrico se fundamenta na pré-eclâmpsia sem ou com sinais de deterioração clínica e/ou laboratorial, estratificação da idade gestacional abaixo de 24 semanas, entre 24 e menos de 34 semanas e 34 ou mais semanas de gestação e orientação na via de parto. Uma abordagem imediata do puerpério e repercussões na vida futura de gestantes que desenvolvem pré-eclâmpsia também foram apresentadas.
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Case Reports
Ruptura de aneurisma de artéria renal em gestante: relato de caso e revisão da literatura
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2019;41(1):62-64
15/04/2019
Resumo
Case ReportsRuptura de aneurisma de artéria renal em gestante: relato de caso e revisão da literatura
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2019;41(1):62-64
15/04/2019Visualizações60Resumo
Os aneurismas de artéria renal (AAR) são raros, normalmente assintomáticos, e ~ 90% dos casos são unilaterais. Uma vez diagnosticados durante a gestação, estes podem se tornar predisponentes a rotura e apresentar elevado risco materno-fetal. O presente artigo relata o caso de uma gestante de 32 anos, com idade gestacional de 30 semanas e quadro de AAR unilateral roto.
Palavras-chave: aneurisma de artéria renalaneurisma nas gestantesaneurisma rotoGestaçãoruptura de aneurisma renalVer mais