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Original Articles
Hormônio tireoestimulante e resistência insulínica: sua associação com a síndrome do ovário policístico sem hipotireoidismo clínico
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2017;39(5):224-228
01/05/2017
Resumo
Original ArticlesHormônio tireoestimulante e resistência insulínica: sua associação com a síndrome do ovário policístico sem hipotireoidismo clínico
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2017;39(5):224-228
01/05/2017Visualizações77Resumo
Objetivo
Este estudo analisou a efetividade do hormônio tireoestimulante (TSH) como preditor da resistência insulínica (IR), bem como a associação do TSH com os parâmetros clínicos e metabólicos de mulheres com síndrome do ovário policístico (PCOS) sem hipotireoidismo clínico.
Desenho do Estudo
Estudo de corte transversal com inclusão de mulheres com PCOS e sem hipotireoidismo clínico (n =168).
Métodos
Utilizou-se análise através de curva ROC (Receiver operating characteristic) para determinar o valor de corte para o nível sérico de TSH que poderia maximizar a sensibilidade e especificidade para o diagnóstico de IR considerada com avaliação da homeostase de resistência insulínica (HOMA-IR) ≥ 2.71. Parâmetros clínicos e metabólicos foram comparados de acordo com o ponto de corte de TSH determinado e com a presença de IR.
Resultados
Níveis séricos de TSH ≥2.77 mIU/L estiveram associados com o diagnóstico de IR, com sensibilidade de 47.9% e especificidade de 65.3%. Não foram evidenciadas diferenças nos parâmetros clínicos, hormonais e metabólicos quando TSH < 2.77 ou TSH de 2.77 - 10 mIU/L.
Conclusão
Em mulheres com PCOS sem hipotireoidismo, TSH ≥2.77 mIU/L está associado a IR, porém com baixa sensibilidade, mostrando que a dosagem de TSH não é um bom preditor de IR nesta população. Também não se evidenciou alteração clínica ou metabólica que justificasse alteração na investigação desta população. Assim, a resistência insulínica deve ser investigada em todas as mulheres com PCOS, independente dos níveis séricos de TSH.
Palavras-chave: dislipidemiaHipotireoidismohormônio tireoestimulanteresistência insulínicaSíndrome do ovário policísticoVer mais -
Original Article
Influência da dislipidemia na qualidade de vida sexual de mulheres na menacme usando contraceptivos orais combinados
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2016;38(12):600-608
01/12/2016
Resumo
Original ArticleInfluência da dislipidemia na qualidade de vida sexual de mulheres na menacme usando contraceptivos orais combinados
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2016;38(12):600-608
01/12/2016Visualizações41RESUMO
Objetivo:
Disfunção sexual feminina é uma condição complexa acomete as mulheres, e a relação entre a função sexual e a dislipidemia é muito pouco estudada. Este estudo objetivou avaliar esta relação em mulheres na menacme que fazem uso de contraceptivos orais combinados (COCs).
Métodos:
Um total de 49 mulheres saudáveis com vida sexual ativa receberam pílulas anticoncepcionais contendo etinilestradiol 30 mcg (EE30) associado a levonorgestrel 150 mcg (LNG150). As mulheres foram divididas em dois grupos, de acordo com o perfil lipídico. Dislipidemia foi definida como nível de lipoproteína de alta densidade (HDL) < 50 mg/dL, ou nível de lipoproteína de baixa densidade (LDL) > 130 mg/dL. A função sexual feminina foi avaliada utilizando o questionário de Índice de Função Sexual Feminina (IFSF). O IFSF e os parâmetros lipídicos e lipoproteicos foram obtidos no início e após o sexto ciclo do estudo.
Resultados:
Após seis ciclos de uso dos COCs, as mulheres com LDL > 130 mg/dL, tiveram redução dos níveis de colesterol total e colesterol LDL de 14,7% e 22,1% respectivamente. Nas mulheres com níveis HDL < 50 mg/dL no momento basal, o nível de HDL aumentou 15,5% ao final do estudo. Os domínios de excitação, orgasmo e os escores totais do IFSF aumentaram significativamente nas mulheres com e sem dislipidemia. Os domínios de desejo e satisfação aumentaram no final do período de tratamento exclusivamente no grupo sem dislipidemia.
Conclusões:
A formulação EE30/LNG150 aumentou a função sexual das mulheres, sendo positivamente correlata somente com os níveis de colesterol HDL. Estes achados demonstram baixa correlação entre a função sexual e as alterações no metabolismo lipídico e lipoproteico.
Palavras-chave: contraceptivo oral combinadodislipidemiaqualidade de vida sexualquestionário de função sexualsexualidade femininaVer mais