Resumo
. ;:169-177
Avaliar a higiene genital de mulheres com e sem vaginose bacteriana (VB) e/ou candidíase vulvovaginal (CVV).
Estudo transversal com mulheres em idade reprodutiva submetidas a exames ginecológicos e laboratoriais e preenchimento de questionário de higiene genital.
Este estudo avaliou 166 controles saudáveis e 141 mulheres com diagnóstico de VB (n=72), VVC (n=61) ou ambas (n=8). O uso de sabonete íntimo e lenços umedecidos após a micção foram hábitos mais frequentes entre mulheres saudáveis (p=0,042 e 0,032, respectivamente). Em comparação com os controles, o sabonete bactericida foi mais usado por mulheres com VB (p=0,05).
Alguns hábitos de higiene foram associados à VB e/ou VVC. Os ensaios clínicos devem abordar esta questão importante na saúde da mulher.
Resumo
. ;:634-641
Identificar características clínicas, microscópicas e bioquímicas que diferenciam a vaginose citolítica (VC) da candidíase vulvovaginal (CVV).
O presente estudo de corte transversal analisou o conteúdo vaginal de 24 mulheres não grávidas, com idades entre 18 e 42 anos, atendidas no ambulatório de Infecções Genitais do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher da Universidade Estadual de Campinas (CAISM-UNICAMP). Elas foram diagnosticadas com (CV = 8, CVV = 8) ou sem vulvovaginite ou disbiose vaginal (controles = 8). Os dados sociodemográficos, clínicos e ginecológicos foram obtidos em uma entrevista detalhada do paciente. Amostras do conteúdo vaginal foram coletadas para análise do pH vaginal, coloração de Gram e cultura específica de fungos. Os testes exatos de Kruskal-Wallis e Fisher foram utilizados para comparar as diferenças entre os grupos. A razão de chances foi utilizada para comparar as variáveis categóricas. O nível de significância considerado foi de p < 0,05.
As mulheres com VC e CVV apresentaram corrimento vaginal irregular (p = 0,002) e hiperemia vaginal (p = 0,001), em comparação aos controles. O processo inflamatório foi mais intenso no grupo CVV (p = 0,001). No grupo VC, houve significância estatística para a quantidade de lactobacilos (p = 0,006), lise do epitélio vaginal (p = 0,001) e pH vaginal (p = 0,0002).
Os diagnósticos de VC e CVV raramente diferem nas características clínicas, mas apresentam achados laboratoriais diferentes. O presente estudo destaca a importância de conduzir uma investigação precisa por meio de testes laboratoriais, em vez de critérios apenas clínicos, a fim de evitar erros de diagnóstico.