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Original Article
Associação entre índices de adequação de cuidado prénatal e desfecho de baixo peso ao nascer
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2021;43(4):256-263
18/06/2021
Resumo
Original ArticleAssociação entre índices de adequação de cuidado prénatal e desfecho de baixo peso ao nascer
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2021;43(4):256-263
18/06/2021Visualizações59Ver maisResumo
Objetivo
Investigar a associação entre diferentes índices de adequação do cuidado pré-natal (PN) e o desfecho de nascimentos com baixo peso (BP).
Métodos
Foram investigados 368.093 nascimentos ocorridos no estado do Rio de Janeiro entre 2015 e 2016, utilizando-se as informações do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc). Sete índices de adequação do cuidado PN foram avaliados: quatro propostos por autores nacionais (Ciari Jr et al., Coutinho et al., Takeda, e um índice atualmente em uso pelo Ministério da Saúde - MS), e três, por autores internacionais (Kessner et al., Adequacy of Prenatal Care Utilization index - APNCU, e Graduated Prenatal Care Utilization Index - GINDEX). As razões de chance ajustadas para BP foram estimadas considerando os índices de adequação do cuidado PN por meio de modelos de regressão logística, utilizando características maternas, da gravidez e do recém-nascido como variáveis de controle.
Resultados
As chances ajustadas para ocorrência de BP ao nascer aumentam de 42% a 132%, a depender do índice empregado, quando o cuidado PN é considerado inadequado. Mães entre 15 e 17 anos e entre 35 e 45 anos, sem companheiro, de cor parda ou preta, com ensino fundamental incompleto, e primíparas, com gestações pré-termo, além de bebês do sexo feminino são fatores de risco para os nascimentos com BP.
Conclusão
Entre os índices avaliados, o APNCU foi o que apresentou melhor poder discriminatório e capacidade de prever o desfecho de BP ao nascer.
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Original Article
Associação entre consumo de cafeína durante a gestação com baixo peso ao nascer e nascimento pré-termo na coorte de Ribeirão Preto
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2018;40(12):749-756
01/12/2018
Resumo
Original ArticleAssociação entre consumo de cafeína durante a gestação com baixo peso ao nascer e nascimento pré-termo na coorte de Ribeirão Preto
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2018;40(12):749-756
01/12/2018Visualizações99Ver maisResumo
Objetivo
Descrever a associação entre consumo de cafeína durante a gestação com baixo peso ao nascer (BPN) e nascimento pré-termo (PT) na coorte de Ribeirão Preto, estado de São Paulo, Brasil, em 2010.
Métodos
Estudo de coorte, com abordagem descritiva e analítica. Foram incluídas 7.607 mulheres e seus recém-nascidos em Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil. As mulheres responderam a questionários padronizados sobre saúde reprodutiva, cuidados pré-natais, hábitos de vida, condições sociodemográficas e consumo de cafeína. A variável independente foi alto consumo de cafeína (≥300 mg/dia) durante a gestação e as dependentes foram BPN (peso < 2.500 g) e nascimento PT (< 37 semanas de gestação). Foram calculados riscos relativos (RRs) e intervalos de confiança (ICs) de 95% em quatro modelos de regressão logística: condições biológicas e sociodemográficas; história obstétrica; condições da gestação atual; e todas as variáveis incluídas nos modelos anteriores.
Resultados
Um total de 4.908 (64,5%) mães consumiram cafeína, e destas, 143 (2,9%) relataram alto consumo. Alto consumo de cafeína esteve associado com menor escolaridade materna, ocupação do chefe da família, cor de pele não branca, mulheres sem companheiro, maior paridade, aborto e nascimento PT anterior, infecção do trato urinário, ameaça de aborto, consumo de álcool e tabagismo. Não foi encontrada associação entre alto consumo de cafeína e BPN ou nascimento PT nas análises não ajustada (RR = 1,45; IC 95%: 0,91-2,32; e RR = 1,16; IC 95%: 0,77-1,75, respectivamente) e ajustada (RR = 1,42; IC 95%: 0,85-2,38; e RR = 1,03; IC 95%: 0,65-1,63, respectivamente).
Conclusão
Nessa coorte, o alto consumo de cafeína foimenor que emoutros estudos e não foi encontrada associação com BPN ou nascimento PT.
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Original Article
Fatores Maternos Associados ao Baixo peso de Nascimento em Neonatos a Termo: um Estudo de Caso-controle
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2018;40(8):444-449
01/08/2018
Resumo
Original ArticleFatores Maternos Associados ao Baixo peso de Nascimento em Neonatos a Termo: um Estudo de Caso-controle
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2018;40(8):444-449
01/08/2018Visualizações47Resumo
Objetivo
Identificar fatores maternos associados à presença de baixo peso ao nascer em neonatos a termo.
Métodos
Estudo de caso-controle realizado emuma instituição de alta complexidade localizada na cidade de Neiva, Colômbia. O estudo incluiu mulheres com gestação a termo e fetos vivos únicos. Pacientes com doenças prévias, provenientes de outras regiões, com gravidez resultante de reprodução assistida, ou com diagnóstico de anormalidade fetal ou aneuploidia foramexcluídos. O baixo peso ao nascer foi a variável dependente, e as variáveis independentes analisadas foram as características sociodemográficas e clínicas maternas. Razões de chance ajustadas e não ajustadas (RCa e RC) juntamente com os intervalos de confiança de 95% (IC 95%) foram relatadas.
Resultados
O estudo incluiu 270 participantes (90 casos e 180 controles). Controlando a idade materna, nível escolar, socioeconômico e civil, segurança social e a presença de doença materna durante a gestação, constatou-se que ganho de peso (RCa 0,77, IC 95% 0,70-0,85) e ausência de pré-natal (RCa 8,20, IC 95% 3,22-20,87) estavam entre os fatores associados ao baixo peso ao nascer.
Conclusão
As ausências de ganho ponderal e de pré-natal são fatores associados à presença de baixo peso ao nascer em recém-nascidos a termo e devem ser considerados na prática clínica.
Palavras-chave: Baixo peso ao nascerestudos de casocontroleFatores de riscopaíses em desenvolvimentotermo de nascimentoVer mais -
Artigos Originais
Geoprocessamento para identificar padrões do perfil de nascimentos na região do Vale do Paraíba
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2009;31(4):171-176
30/06/2009
Resumo
Artigos OriginaisGeoprocessamento para identificar padrões do perfil de nascimentos na região do Vale do Paraíba
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2009;31(4):171-176
30/06/2009DOI 10.1590/S0100-72032009000400003
Visualizações35OBJETIVO: aplicar técnicas de geoprocessamento para a análise espacial do perfil de nascimentos por município. MÉTODOS: foi um estudo ecológico e exploratório com dados do Sistema de Informações de Saúde sobre nascidos vivos de 2004 e utilizando técnicas de geoprocessamento. Foram estimadas as autocorrelações espaciais das variáveis: parto cesáreo, escolaridade materna, baixo peso ao nascer, escore de Apgar de cinco minutos, prematuridade, número de consultas e mães adolescentes, além do mapa com o índice de desenvolvimento humano. Foi utilizada a estatística I de Moran para detecção de agregados de eventos no espaço, pelo programa TerraView 3.1.3 (desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE e de acesso público). Foram construídos mapas espaciais com estas variáveis e estimados os coeficientes de correlação de Pearson. RESULTADOS: os resultados mostraram que as proporções de nascidos vivos de mães com escolaridade acima de primeiro grau e de cesáreas, apresentaram padrão espacial visualmente identificável e autocorrelação espacial significativa. O baixo peso ao nascer, a prematuridade, o índice de Apgar, o número de consultas de pré-natal e o de mães adolescentes apresentaram padrão espacial aleatório, demonstrando que, nesta escala de análise, estes indicadores não discriminaram grupos de risco, apesar do seu inquestionável valor preditivo para morbimortalidade infantil em nível individual. Houve correlação positiva entre parto cesáreo e escolaridade, e entre parto cesáreo e índice de desenvolvimento humano e correlação negativa entre mães adolescentes e índice de desenvolvimento humano, com significância estatística (p<0,05). CONCLUSÕES: esta metodologia permitiu identificar aglomerados espaciais para as variáveis parto cesáreo e escolaridade materna, além de aprofundar o conhecimento sobre o perfil de nascimentos nos municípios, apresentando potencial no direcionamento de ações voltadas para áreas específicas.
Palavras-chave: AdolescenteBaixo peso ao nascerCesáreaDistribuição espacial da populaçãoGravidezMorbidadeMortalidade infantilNascimento vivoPartoPerfil de saúdeVer mais -
Artigos Originais
Baixo peso ao nascer em coorte de recém-nascidos em Goiânia-Brasil no ano de 2000
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2005;27(3):130-136
06/03/2005
Resumo
Artigos OriginaisBaixo peso ao nascer em coorte de recém-nascidos em Goiânia-Brasil no ano de 2000
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2005;27(3):130-136
06/03/2005DOI 10.1590/S0100-72032005000300006
Visualizações38OBJETIVO: analisar o peso ao nascer da coorte de recém-nascidos do ano 2000, em Goiânia, pela determinação do coeficiente de mortalidade e probabilidade de sobrevivência neonatal, estratificados por categorias de peso ao nascer e, ainda, pela identificação dos fatores associados ao baixo peso ao nascer (BPN). MÉTODOS: estudo de coorte retrospectivo, constituído por linkage dos arquivos do SIM (Sistema de Informações de Mortalidade) e do SINASC (Sistema de Informações de Nascimentos). Foram calculados coeficientes de mortalidade neonatal para as categorias de peso ao nascer e construído um gráfico de probabilidades de sobrevivência neonatal por meio de análise de regressão linear. Foram identificados fatores de risco para o BPN mediante análise univariada (RR) e regressão logística, considerando-se nível de significância de 5%. RESULTADOS: a incidência de BPN foi de 6,9%, sendo que 140 (66,8%) óbitos neonatais ocorreram nesse grupo. Trinta por cento dos óbitos se deram na categoria de peso entre 1.500-2.500 g. Os fatores identificados como de risco para o BPN foram: prematuridade, presença de malformações congênitas, mães com idade em extremos reprodutivos, residência na região noroeste do município, baixo número de consultas no pré-natal, parto em hospital público e sexo feminino. CONCLUSÃO: a incidência de BPN foi semelhante aos países desenvolvidos e os coeficientes de mortalidade neonatal, por categoria de peso, aquém dos encontrados naqueles países. Os resultados encontrados orientam atenção para: prematuridade, hospitais públicos e região noroeste de Goiânia.
Palavras-chave: Baixo peso ao nascerDesenvolvimento embrionário e fetalMortalidade neonatalPeso ao nascerPrematuroVer mais -
Trabalhos Originais
Gestação na Adolescência: Relação com o Baixo Peso ao Nascer
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2002;24(8):513-519
21/01/2002
Resumo
Trabalhos OriginaisGestação na Adolescência: Relação com o Baixo Peso ao Nascer
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2002;24(8):513-519
21/01/2002DOI 10.1590/S0100-72032002000800003
Visualizações36Objetivo: estudar mulheres grávidas adolescentes como possível fator de risco de baixo peso no recém-nascido. Pacientes e Métodos: trata-se de estudo transversal, com entrevistas de 562 mães adolescentes e não-adolescentes nas primeiras 24 horas de pós-parto, no período de 10 de janeiro a 25 de março de 2002, em maternidade pública do município de Rio Branco no Estado do Acre. Foram excluídas do estudo as mães que tiveram feto morto, natimorto ou parto gemelar. Resultados: entre as 562 mães estudadas, 37,0% (n=208) eram adolescentes (16,9±1,6 anos) e 63,0% (n=354) tinham 20 ou mais anos de idade (22,9±6,3 anos). A média de peso do recém-nascido (RN) foi estatisticamente maior (p<0,01) entre as mães adultas (3.158,64±626,50 g) que entre as mães adolescentes (3.019,93±587,43). Quando excluídos os 32 (5,7%) RN prematuros (idade gestacional <37 semanas) houve também significativa maior proporção (p<0,007) de RN de baixo peso (<2.500 g) entre as mães adolescentes (11,9%) que entre as não-adolescentes (5,5%). A análise de regressão logística mostrou risco aumentado para o baixo peso ao nascer entre as mães adolescentes (OR=2,99; 1,47-6,07), bem como para o aborto (OR=2,78; 1,23-6,30) e para a doença hipertensiva específica da gravidez (OR=5,16; 1,65-16,12). Conclusão: o presente estudo demonstra que, associado ao impacto psico-social, familiar e econômico, já registrado na literatura, a gestação em adolescentes se associa a efeitos danosos sobre o concepto, os quais merecem estudo de coorte para avaliar as repercussões a médio e longo prazo.
Palavras-chave: AbortamentoAdolescênciaBaixo peso ao nascerGestaçãoHipertensão arterialRestrição de crescimento intra-úteroVer mais