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Original Article
Análise espacial da mortalidade perinatal no estado de São Paulo, de 2003 a 2012
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2016;38(10):492-498
01/10/2016
Resumo
Original ArticleAnálise espacial da mortalidade perinatal no estado de São Paulo, de 2003 a 2012
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2016;38(10):492-498
01/10/2016Visualizações43Ver maisResumo
Objetivo
Identificar padrões espaciais na distribuição de mortalidade perinatal no Estado de São Paulo no período de 2003 a 2012.
Métodos
Estudo ecológico e exploratório, com dados sobre as taxas de mortalidade perinatal por mil nascidos vivos e inseridos em malha digital dos 645 municípios do estado de São Paulo entre 2003 e 2007 e 2008 e 2012. A análise espacial forneceu o índice de Moran (IM), e foram construídos mapas temáticos das taxas e o mapa de Moran de ambos os períodos. As taxas médias foram comparadas utilizando o teste t de Student. Utilizou-se o programa Terra View 4.2.2.
Resultados
Foram 49.485 óbitos perinatais no primeiro período, taxa de 17,90 óbitos/1.000 nascidos vivos (desvio-padrão [DP] = 7,0; IM = 0,14; p = 0,01), e 44.582 óbitos perinatais no segundo período, taxa de 16,40 óbitos/1.000 nascidos vivos (DP = 11,14; IM = 0,04; p = 0,03). Estas taxas são diferentes (p < 0,01). Houve diminuição destas taxas em 413 municípios quando comparados os dois períodos. O mapa de Moran identificou 35 municípios localizados nas regiões Leste, Sudoeste, Oeste e Noroeste, que merecem uma atenção especial.
Conclusão
O estudo fornece subsídios para que os gestores municipais possam minimizar estas taxas, implantando políticas públicas e melhor atendimento às gestantes e recém-nascidos.
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Artigos Originais
Distribuição espacial da gravidez adolescente e associações com indicadores socioeconômicos e de responsabilidade social: estado de Minas Gerais, sudeste do Brasil
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2015;37(8):366-373
01/08/2015
Resumo
Artigos OriginaisDistribuição espacial da gravidez adolescente e associações com indicadores socioeconômicos e de responsabilidade social: estado de Minas Gerais, sudeste do Brasil
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2015;37(8):366-373
01/08/2015DOI 10.1590/SO100-720320150005420
Visualizações54OBJETIVO:
Descrever as associações entre os percentuais de gravidez na adolescência e indicadores socioeconômicos e de responsabilidade social dos municípios do estado de Minas Gerais, sudeste do Brasil, no ano de 2010.
MÉTODOS:
Estudo ecológico, utilizando dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC). O percentual de nascidos vivos de mães adolescentes (LBAM) para cada município foi calculado segundo o quociente entre o número de nascidos vivos de mães com idade entre 10 e 19 anos e o número total de nascidos vivos registrados no ano de 2010. Modelos totalmente bayesianos foram utilizados para a obtenção de percentuais de LBAM ajustados por efeitos espaciais e para avaliar as possíveis associações com os indicadores socioeconômicos e de responsabilidade social.
RESULTADOS:
Os percentuais brutos de LBAM em relação ao total de nascidos vivos nos municípios de Minas Gerais no ano de 2010 variaram de 0 a 46,4%, com uma mediana de 19,6%. O primeiro e o terceiro quartis são, respectivemente, 15,6 e 23,1%. O estudo evidenciou uma estreita relação entre a gravidez na adolescência e indicadores econômicos e sociais. Os percentuais de LBAM se mostraram maiores nos municípios com menor tamanho populacional, menores valores do Índice de Desenvolvimento Humano e menores valores de outros indicadores de desenvolvimento.
CONCLUSÃO:
A forte relação entre os percentuais de LBAM e os indicadores sociais e econômicos sugerem que a gravidez adolescente é muito mais um problema social que biológico. Os programas e as ações devem ir muito além de educação sexual e informações sobre métodos preventivos de saúde.
Palavras-chave: Análise espacialGravidez na adolescênciaIndicadores básicos de saúdeModelos biológicosTeorema de BayesVer mais -
Artigos Originais
Causas evitáveis e mortalidade neonatal nas microrregiões do estado de São Paulo
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2014;36(7):303-309
01/07/2014
Resumo
Artigos OriginaisCausas evitáveis e mortalidade neonatal nas microrregiões do estado de São Paulo
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2014;36(7):303-309
01/07/2014DOI 10.1590/SO100-720320140005012
Visualizações27OBJETIVO:
Identificar padrões espaciais da distribuição da mortalidade neonatal nas microrregiões do estado de São Paulo e verificar o papel das causas evitáveis na composição desse indicador de saúde.
MÉTODOS:
Este estudo ecológico e exploratório utilizou dados sobre mortalidade neonatal obtidos do Departamento de Informações e Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) no período entre os anos de 2007 e 2011. A malha digital das microrregiões do estado de São Paulo foi obtida do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foram calculados os coeficientes de Moran, que indicam o grau de correlação espacial, para taxa de mortalidade neonatal total e para taxa por causas evitáveis; foram construídos mapas temáticos com essas taxas e com a diferença entre elas; foi construído o Box Map.
RESULTADOS:
A taxa de mortalidade neonatal total foi 8,42/1.000 nascidos vivos e a taxa de mortalidade neonatal por causas evitáveis de 6,19/1.000 nascidos vivos. Os coeficientes de Moran (I) para essas taxas foram significativos (valor p<0,05) - para a taxa de mortalidade neonatal total I=0,11 e para taxa de mortalidade por causas evitáveis I=0,19 -, e os óbitos neonatais se concentraram na região sudoeste e no Vale do Paraíba. Se as causas evitáveis fossem abolidas, haveria uma redução significativa da taxa média de mortalidade neonatal total, de 8,42 para 2,23 óbitos/1.000 nascidos vivos, representando uma queda de 73%.
CONCLUSÃO:
Foi possível mostrar que, se as causas de mortes evitáveis fossem de fato abolidas, a taxa de mortalidade neonatal se aproximaria da taxa de países desenvolvidos.
Palavras-chave: Análise espacialCausas de morteMortalidade infantilSaúde materno-infantilSistemas de informação geográficaVer mais